O INDEPENDENTE


Fora do Caminho não há vida eterna

Gomes Silva

 

Você segue viagem por um caminho. Pode andar poucos ou muitos quilômetros em várias direções com o objetivo de atingir inúmeros objetivos, ou viver o resto da vida caminhando em uma só direção com a certeza da conquista de um só objetivo: A Pátria Celestial – Filipenses 3:20-21.

 

Acontece, no entanto, que muitos caminham, caminham e, de repente, sem antes alcançar a sua meta, resolvem deixar esse caminho para retroceder ou trilhar pelas águas turvas da vida: efêmeras e sem esperanças.

 

Na tentativa de acertar seus próprios passos, em busca de novos ares, o homem se concentra em vários caminhos na expectativa de que, através de seus esforços, alcance, realmente, sabedoria, alegria, paz, felicidade plena, vida confortável, status, prosperidade etc. No entanto, esquece da exortação contida na palavra de Deus: “Pois, que aproveitar o homem se ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma? Ou que dará o homem em troca de sua alma?” – Mateus 16:26.

 

Ou seja: De que adianta ter tudo nesta terra, bons empregos, ótima oportunidade de trabalho se não estiver sob direção divina?

 

Jesus Cristo nos alertou cerca vez, dizendo: “vigie e ore porque o espírito é forte, mas a carne é fraca” – Mateus 26:41. Fraca diante das ofertas malignas que advém de vários setores da sociedade promíscua e descompromissada com a verdade. Em João 14:6, Cristo faz uma afirmação para o ser humano refletir o passo seguinte de sua vida: “Eu sou o caminho (...) ninguém vem ao pai senão por mim”.

 

As palavras de Jesus Cristo, tanto no primeiro quanto no segundo versículo, lidas e observadas sob as bases da exata exegese, coloca o homem na posição correta para decidir seu futuro no aspecto espiritual, principalmente.

 

Ao homem foram dados dois caminhos: o do bem e do mal, além do livre arbítrio para seguir seus desejos, embora em Isaías 55:8, o Senhor deixa claro que o caminho Dele não é o caminho do homem nem o pensamento do homem é o Seu pensamento. Contudo, Deus respeita a decisão deste, embora não concorde com decisões erradas, pois Ele “não se alegra na morte de ninguém. Por isso é necessária a conversão (de toda e qualquer pessoa) para viver” – Ezequiel 18:30-32.

 

O homem tem que escolher um caminho entre dois. E, apenas um é verdadeiro: Jesus Cristo – João 14:6. Ou seja, dependendo de sua decisão, tu podes ir para o céu ou para o inferno.

 

Se você ainda não teve o prazer de caminhar nos braços do Senhor ou em suas pisadas firmes e leves na areia da vida, meu conselho é que você venha depressa porque o tempo se abrevia. Estamos chegando à reta final da septuagésima semana de Daniel (Daniel 9:24). Agora, se você já conhece esse caminho (Jesus Cristo – único mediador entre o homem e Deus, conforme 2º Timóteo 2:5) não desanime diante das intempéries no período da caminhada. Não se desvie desse Caminho que leva para a vida eterna. Porque Jesus Cristo jamais te abandonará (Hebreus 13:5); e ainda tem confirmado a sua vitória.

 

Agora, a escolha é sua: Jesus (vida eterna) ou o mundo de pecado, desilusão (inferno). Pense bem antes de tomar uma decisão. Lembre-se sempre: Nada melhor do que desfrutar do amor de Deus, que deu Seu Filho Unigênito para que todo aquele que Nele crer não pereça, mas tenha vida eterna – João 3:16.

 

Creia e corra para os braços do Senhor. Ainda resta um pouco de tempo para você alcançar a felicidade eterna.

 

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Gomes Silva é pastor, jornalista, especialista em Comunicação Educação pela UEP, conferencista e articulistas para revistas, jornais e sites (blogs).



Escrito por Silva Picuí às 15h40
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Como identificar um “animador de auditório”?

O artigo em apreço não tem por objetivo traçar perfil de algum pregador famoso, mas sim alertar contra os mercenários vestidos de ovelhas que andam em nosso derredor. Que possamos tomar o cuidado de que os nossos nomes não estejam no rol de membros do conselho de animadores de auditório! É tempo de tomarmos posição, pois daqui a pouco não acharemos quem pregue a Palavra, mas sobrarão aqueles que buscam entretenimento para o povo.Como identificar um animador de auditório? Abaixo estão algumas características nada virtuosas desses pregoeiros do triunfalismo utópico.

01. Os animadores de auditório amam a popularidade.
Ter nomes em camisetas, em placas de denominações, ser cogitado por várias igrejas e ter agenda impossível de ser cumprida, eis o sonho de todo animador de auditório. Querem popularidade, fama, glória! Para isso foi chamado o pregador do evangelho? Esse deve ser o objetivo daqueles que dizem seguir o humilde Nazareno? Fama e muitos seguidores é sinal de aprovação divina? É claro que não!
Alguém logo argumenta:- Ora, Jesus foi um homem popular em sua época! Mas é bom lembrar que Jesus não buscava popularidade, ele buscava almas! Jesus, mediante muitos de seus milagres dizia ao beneficiado que não contasse nada a ninguém. Quem foi o único homem digno de glória senão Jesus, mas ele “aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aos homens” (Fp 2.7). Quis o manso Filho do Homem nos dar o exemplo!
Apesar da grande popularidade de Cristo, nos seus momentos de explosão de milagres, ele amargou o desprezo dos amigos e discípulos durante o caminho do Gólgota. Como bem havia profetizado o profeta messiânico: “Era desprezado e o mais indigno entre os homens, homem de dores, experimentado nos trabalhos e, como um de quem os homens escondiam o rosto, era desprezado, e não fizemos dele caso algum” (Is 53.3).
02. Os animadores de auditório são usuários do marketing pessoal.
Certo dia vi um cartaz na igreja em que estava: “Pregador Fulano de Tal, Conferencista, em suas reuniões acontece batismos no Espírito Santo, curas divina, libertações, bênçãos, mas tudo pelo poder de Deus”! Seria cômico se não fosse trágico, pois usa de uma falsa modéstia para falar que todas essas bênçãos, promotoras do seu marketing pessoal, que acontecem simplesmente pelo poder de Deus. É claro que um cartaz bem elaborado como esse, serve para fazer promoção de alguém que quer evidência. Podemos fazer propaganda de milagres? Tornar o poder de Deus algo sujeito a nossa manipulação? Determinar o dia em que um milagre vai acontecer? Isso é o dom da fé ou o mercantilismo da fé?
O animador de auditório fala muito de si mesmo, diz ele: “Eu fiz isso, eu fiz aquilo; no meu ministério acontece isso, acontece aquilo; aqui eu faço e acontece”. Sempre há muita arrogância e busca de auto-promoção. Esse animador é sempre o grande ungido que não pode ser contestado.
03. Os animadores de auditório desprezam a pregação expositiva.
Pregar sobre uma passagem bíblica de maneira profunda, bem estudada e pesquisada, além de levar os ouvintes a reflexão. Eis algo que os animadores de auditório abominam! Dizem logo que não precisam de esboços, pois o Espírito Santo revela. Ora, o Espírito Santo é limitado em expressar a sua vontade por meio de um esboço? O que esses animadores não querem admitir é que a pregação expositiva impede o seus teatrinhos, pois a centralidade é em torno da Palavra. Além disso, um sermão expositivo exige tempo e bom preparo, algo descabido na era dos descartáveis e das comidas-rápidas. Bem cantou o salmista: “A exposição das tuas palavras dá luz e dá entendimento aos símplices”(Sl 119.130).
04. Os animadores de auditório desprezam o ensino e o estudo da Palavra.
Como pode alguém dizer que foi chamado para o ministério pastoral se não tem apreço para o ensino. Pastor não foi chamado para cantar, construir templos, fazer campanhas sociais, tudo isso é bom, mas a principal missão do pastor é ensinar o seu rebanho. Já dizia o apóstolo Paulo ao jovem pastor Timóteo: “seja apto para ensinar”(I Tm 3.2). O ensino exige aprendizado. Aquele que ensina deve-se dedicar ao ensino (Rm 12.7). Escreveu o professor James I. Packer: Despreze o estudo de Deus e você estará sentenciando a si mesmo a passar a vida aos tropeções, como um cego, como se não tivesse nenhum senso de direção e não entendesse aquilo que o rodeia. Deste modo poderá desperdiçar sua vida e perder a alma.[1]
Os animadores de auditório não suportam sermões de conteúdo, pois eles querem é entretenimento. São como crianças que deveria ficar na escola, mas pulam o muro para jogar bola. O pregador não pode fugir da responsabilidade de trazer conteúdo bíblico aos seus ouvintes, como disse Paulo: “Pregues a Palavra, instes a tempo e fora de tempo. Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade” (II Tm 4.2, 15).
05. Os animadores de auditório desprezam temas relevantes em suas pregações.
Você já foi em um grande congresso, onde esses animadores de auditório comparecem, cujo tema era “O fruto do Espírito” ou “A Santíssima Trindade”? Mas certamente você já foi em eventos que os verbos mais conjugados foram: receber, vencer, poder, ganhar, conquistar, sonhar, triunfar etc?! Infelizmente os temas essenciais da Bíblia são desprezados nos púlpitos. Onde estão aquelas pregações sobre o “caráter cristão”, “a graça de Deus”, “o céu e inferno”, “a justificação pela fé”, “a mortificação da carne”, “o preparo para um encontro com Deus” etc? Logos os animadores dizem: “Isso é tema para Escola Dominical”, mas eles nunca vão a Escola Bíblica Dominical! E quem disse que pregação não deve conter o temas essenciais da fé cristã?Para pregar os temas relevantes da fé cristã é preciso manejar bem a Palavra da Verdade e ser como Apolo, “varão eloquente e poderoso nas Escrituras” (Atos 18.24). Mas não basta somente boa oratória, eloquência e experiência em homilias, é necessário acima de tudo dominar as Escrituras, ser “instruído no caminho do Senhor” e ser “fervoroso de espírito”, sendo assim, o pregador vai falar e ensinar com diligência “as coisas do Senhor”(Atos 18.25), assim como Apolo. John Stott escreveu: O arauto cristão sabe que está tratando de assunto de vida ou morte. Anuncia a situação do pecador sob os olhos de Deus, e a ação salvadora de Deus, através da morte e ressurreição de Cristo, e o convida ao arrependimento e à fé. Como poderia tratar tais temas com fria indiferença?[2]
A partir do momento em que os pregadores esquecem o tema principal do evangelho, eles desprezam o próprio Senhor da Palavra. Quando desprezam o verdadeiro Deus passam a adorar o falso deus da teologia da prosperidade: Mamon! Isso acontece quando as doutrinas centrais do cristianismo são desprezadas.
06. Os animadores de auditório despertam o emocionalismo.
O emocionalismo é ser guiado e orientado pelas emoções. A emoção é parte importante do culto cristão, pois nós, os seres humanos, somos emocionais e também racionais; o grande problema é que os animadores valorizam excessivamente a emoção em detrimento da razão. Os animadores chegam a afirmar que as pessoas não precisam compreender aquilo que acontece em suas reuniões ou dizem para que os cultuantes não usem a mente. Outros, mais ousados, ameaçam sua platéia dizendo que Deus condena os incrédulos, com se ter senso crítico fosse incredulidade. A Bíblia adverte contra a credulidade cega, que não analisa e vê, baseado nas Escrituras, aquilo que está engolindo (I Jo 4.1). Os animadores de auditório não gostam de uma platéia que pense!

07. Os animadores de auditório pregam um deus mercantilista.
Para os animadores Deus é obrigado a agradar os seus bons meninos dizimistas e ofertantes. A base do relacionamento com Deus é na troca: “Eu vou dar o dízimo para Deus me dar uma casa ou vou fazer uma grande oferta para arranjar uma linda noiva”. Ora, vejam com Deus é visto nos pensamento dos animadores, como um grande comerciante, melhor inclusive que aplicação na bolsa de valores.
Quão miserável é essa espiritualidade mercantilista, onde o dinheiro é visto com mediador entre o homem e Deus; onde a “divindade” faz trocas com homens materialistas. Ó quão miserável e podre doutrina dos animadores de auditório! Mas quão maravilhosa é a visão bíblica do Altíssimo, um Deus de amor que nos transmite graça sendo nos ainda pecadores, e que nos livra do pecado e da morte e nos dá uma nova vida em Cristo!

08. Os animadores de auditório amam títulos.
Apesar do horror pelo estudo bíblico, os animadores gostam do título de Doutor em Divindades, que pode ser comprado por dois mil dólares em falsas faculdades nos Estados Unidos e no Brasil, mas só que na América de cima é mais chique! Ora, como alguém se torna doutor em apenas seis meses, eis um rolo gospel do diploma?
Isso mostra que os animadores não estão preocupados com um estudo aprofundado das Escrituras ou até mesmo na trilha de uma carreira acadêmica, o que eles amam na verdade é os títulos. Hoje proliferam os auto proclamados bispos, profetas, apóstolos, arcanjos e daqui a pouco: semi-deus ou vice-deus. Mas é melhor não dar idéia.

***
______________________
1- PACKER, James I. O Conhecimento de Deus. 2 ed. São Paulo: Mundo Cristão, p. 13.
2- STOTT, John. Tu Porém: A mensagem de 2 Timóteo. 1 ed. São Paulo: ABU Editora. 1982 , p 57.


Escrito por Silva Picuí às 15h34
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